As Casas Bahia protocolaram, neste domingo (16), um pedido de recuperação judicial que envolve a companhia e outras nove empresas ligadas ao grupo. A decisão foi aprovada pelo conselho de administração e pelo acionista controlador em caráter de urgência. Segundo a empresa, a medida foi adotada diante do agravamento das condições financeiras do grupo, em um cenário marcado pela alta dos juros, menor disponibilidade de crédito, aumento das despesas financeiras e pressão sobre o consumo e o capital de giro.
Recuperação envolve dez empresas do grupo
Além das Casas Bahia, o pedido inclui a ASAP Log – Logística e Soluções Ltda., ASAP Log Ltda., CNT Soluções em Negócios Digitais e Logística Ltda., Cntlog Express Logística e Transporte Ltda., Globex Administração e Serviços Ltda., Cnova Comércio Eletrônico S.A., Integra Soluções para Varejo Digital Ltda., Casas Bahia Tecnologia Ltda. e Indústria de Móveis Bartira Ltda.
A companhia informou que pretende convocar uma Assembleia Geral Extraordinária para que os acionistas ratifiquem a decisão.
Apesar do pedido à Justiça, o grupo afirmou que pretende manter suas atividades normalmente, incluindo o funcionamento das lojas, os canais digitais e o atendimento aos consumidores.
Empresa registra prejuízo de R$ 10,1 bilhões
O pedido de recuperação judicial ocorreu no mesmo dia em que as Casas Bahia divulgaram um prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026.
O resultado representa um aumento de aproximadamente 18 vezes em relação ao prejuízo registrado pela companhia no mesmo período do ano anterior.
A empresa também confirmou o fechamento de 298 lojas como parte das medidas adotadas diante do cenário financeiro.
Mudanças também atingem a administração
Além dos resultados negativos e do pedido de recuperação judicial, o grupo informou mudanças em sua estrutura administrativa.
O diretor jurídico Fábio Spina deixou o cargo. Também renunciaram aos postos no conselho de administração Jackson Medeiros de Farias Schneider e Rogério Paulo Calderón Peres.
A recuperação judicial agora deverá seguir os procedimentos previstos na legislação, com análise da Justiça e apresentação das medidas que serão adotadas pela companhia para reorganizar suas dívidas e buscar a continuidade das operações.





