Uma cobertura de luxo pertencente ao ex-presidente Fernando Collor de Mello será levada a leilão pela Justiça do Trabalho de Alagoas para cobrir uma dívida trabalhista. O imóvel, localizado no bairro da Jatiúca, em Maceió onde ele atualmente cumpre prisão domiciliar estava avaliado em cerca de R$ 7,6 milhões no registro cartorial, mas uma avaliação anterior chegou a indicar valor de até R$ 9 milhões.
A medida foi autorizada pelo juiz Nilton Beltrão de Albuquerque Júnior, da Secretaria de Execução e Pesquisa Patrimonial do Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região, no âmbito de uma ação movida por uma ex-funcionária da TV Gazeta, empresa ligada ao grupo de comunicação ao qual Collor está associado.
O imóvel é uma cobertura duplex com 599 m² de área privativa, cinco vagas de garagem, vista para o mar e diversos ambientes de lazer, incluindo piscina e terraço. A oficialização do leilão está marcada para os dias 9 e 11 de junho, mas a própria decisão judicial prevê a possibilidade de proposta de acordo entre as partes antes disso.
Histórico da dívida e argumentos da defesa
A dívida trabalhista tem origem em um acordo firmado em 2019 entre a ex-funcionária e a emissora, envolvendo salários atrasados, não recolhimento de FGTS e multas. A defesa de Collor alega que o débito teria sido quitado no âmbito do processo de recuperação judicial da TV Gazeta, mas a parte credora contesta esse entendimento e defende a execução direta contra bens pessoais do ex- presidente para garantir o pagamento integral que, com juros e multas, pode ultrapassar R$ 200 mil.
Caso não haja acordo e o imóvel seja arrematado no leilão, o valor arrecadado será utilizado para quitar a dívida reconhecida em juízo. O episódio marca mais um capítulo da situação patrimonial do ex-mandatário, cujo patrimônio tem sido alvo de bloqueios e penhoras judiciais em ações relacionadas a débitos trabalhistas.


