Cristão pode ouvir música ‘do mundo’? Augustus Nicodemus sugere reflexão sobre o tema

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Foto: Reprodução / Gospel +

De tempos em tempos o debate sobre a liberdade do cristão para ouvir música que não seja em louvor a Deus volta a ser assunto entre evangélicos de diversas linhas doutrinárias. O pastor Augustus Nicodemus, da Primeira Igreja Presbiteriana de Recife, usou as redes sociais para compartilhar uma reflexão sobre o assunto.

A publicação, com o título “Posso ouvir ‘música do mundo’?”, se debruçou sobre os conceitos que norteiam a avaliação sobre o que é e o que não é proveitoso para o cristão que pretende se distanciar daquilo que não contribui com sua jornada de fé.⠀

“Muitos perguntam isto. Temos que começar definindo o que é ‘música do mundo’”, introduziu Nicodemus. “Música feita por um não crente? Então, para sermos coerentes, não devemos usar nada que foi feito por um descrente: roupas, sapatos, óculos, carro, ônibus. Não podemos comer em restaurantes nem comprar um cachorro quente na esquina, se o dono do come-em-pé não for crente. Pois é tudo ‘do mundo’”, conceituou.⠀

Em seguida, o pastor presbiteriano afirma que se a ideia de música “do mundo” for “aquela que tem uma letra que vai contra os valores de Deus, letras que falam de traição, adultério, ciúmes, ódio, desejo de vingança, etc., então temos que considerar também como ‘do mundo’ muita música ‘gospel’ que tem letras com erros doutrinários graves, que pecam contra Deus do mesmo jeito”.

“Heresia é pecado tanto quanto adultério”, enfatizou o pastor, antes de seguir o raciocínio: “Se música do ‘mundo’ se referir ao ritmo – tipo rock, samba, hip hop, funk – aí temos outros problemas, pois não existe como definir um ritmo que seja ‘santo’ e outro que seja ‘mundano’”.⠀

O segredo, sugere Augustus Nicodemus, está no discernimento: “Eu escuto músicas feitas por artistas descrentes que tenham conteúdo bom. E sei que tudo o que é bom vem de Deus. Luiz Gonzaga tem muita música que fala das coisas do Nordeste, sem malícia ou maldade alguma. Por exemplo, Asa Branca. Mais modernamente, para dar um exemplo, John Mayer compôs Daughters que tem valores muitos próximos dos cristãos. Roberto Carlos em algumas músicas é romântico sem ser malicioso”, explicou.⠀

“Escolha bem. Na sua graça, nosso Deus deu dons e talentos até mesmo aos descrentes”, concluiu o pastor.

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Posso ouvir "música do mundo"?⠀ ⠀ Muitos perguntam isto. Temos que começar definindo o que é "música do mundo". Música feita por um não crente? Então, para sermos coerentes, não devemos usar nada que foi feito por um descrente: roupas, sapatos, óculos, carro, ônibus. Não podemos comer em restaurantes nem comprar um cachorro quente na esquina, se o dono do come-em-pé não for crente. Pois é tudo "do mundo".⠀ ⠀ Mas, se música "do mundo" é aquela que tem uma letra que vai contra os valores de Deus, letras que falam de traição, adultério, ciúmes, ódio, desejo de vingança, etc., então temos que considerar também como "do mundo" muita música "gospel" que tem letras com erros doutrinários graves, que pecam contra Deus do mesmo jeito. Heresia é pecado tanto quanto adultério.⠀ ⠀ Se música do "mundo" se referir ao ritmo – tipo rock, samba, hip hop, funk – aí temos outros problema, pois não existe como definir um ritmo que seja "santo" e outro que seja "mundano".⠀ ⠀ Eu escuto músicas feitas por artistas descrentes que tenham conteúdo bom. E sei que tudo o que é bom vem de Deus. Luiz Gonzaga tem muita música que fala das coisas do Nordeste, sem malícia ou maldade alguma. Por exemplo, "Asa Branca". Mais modernamente, para dar um exemplo, John Mayer compôs "Daughters" que tem valores muitos próximos dos cristãos. Roberto Carlos em algumas músicas é romântico sem ser malicioso.⠀ ⠀ Escolha bem. Na sua graça, nosso Deus deu dons e talentos até mesmo aos descrentes.⠀ ⠀ #augustusnicodemus

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Por Gospel + / Tiago Chagas

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