Os custos no setor médico-hospitalar brasileiro tiveram forte elevação em 2024, com destaque para os preços dos medicamentos, que subiram 16,9% em comparação ao ano anterior. O índice é mais de quatro vezes superior à inflação oficial do período, registrada em 3,9%, de acordo com dados do Boletim Informativo Planisa.
O aumento nos gastos com medicamentos foi impulsionado principalmente pela adoção crescente de tratamentos de alta complexidade, como imunobiológicos e agentes oncológicos. A tendência reflete o avanço tecnológico e a demanda por terapias mais sofisticadas, porém com custos mais elevados.
Outros serviços do setor também apresentaram reajustes expressivos. O custo da hora-cirúrgica subiu 15%, enquanto o atendimento em pronto-socorro teve um acréscimo de 17% no custo médio por paciente.
Exames de raios-x ficaram 22% mais caros, mesmo com uma elevação de 45% na produção, o que evidencia o descompasso entre volume e eficiência de custos. Além disso, internações hospitalares e serviços de apoio, como lavanderia e alimentação, seguiram a mesma tendência de alta.
Os números reforçam o desafio enfrentado por gestores públicos e privados da saúde em equilibrar qualidade assistencial e sustentabilidade financeira diante de um cenário de aumento generalizado de despesas.





