Disputa interna deixa 15 mortos em presídio de Manaus

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Familiares discutem com a polícia por mais informações do lado de fora do presídio Anísio Jobim, em Manaus. EDMAR BARROS AP

Pelo menos quinze presos morreram no domingo durante uma disputa interna na prisão Complexo Anísio Jobim (Compaj), em Manaus. O Departamento de Correções da Amazônia disse à Agência EFE que a situação foi controlada no final da tarde de domingo, quando um batalhão da Polícia Militar foi acionado para entrar no Compaj.

O Instituto de Medicina Legal (IML) de Manaus também confirmou o número de mortes, enquanto a Secretaria de Comunicação do Amazonas informou que a unidade recebeu reforço policial para monitorar os muros da prisão e as vias de acesso ao local.

Na segunda-feira, o Ministério da Segurança Pública determinou reforçar a presença policial em outras unidades penitenciárias do estado como “medida de precaução”.

O secretário da Administração Penitenciária do Amazonas, Coronel Marcos Vinicius Almeida, descartou se tratar de uma “rebelião” e que as mortes ocorreram durante a visita dominical por uma “disputa entre os internos”. As vítimas, segundo Almeida, morreram asfixiadas ou perfuradas com escovas de dente.

“Isso nunca aconteceu durante as visitas, alguns morreram dentro da cela com as grades fechadas. Muitos cometeram os crimes em frente aos parentes”, afirmou o secretário.

Segundo a Secretaria, não houve fugas de prisioneiros, nem houve ataques aos guardas da prisão. E nenhum parente foi feito refém.

A motivação da luta que causou as mortes será objeto de investigação pelas autoridades, que suspenderam temporariamente as visitas ao centro de internação e analisarão as imagens das câmeras de segurança. Em 2017, no mesmo complexo, uma revolta que durou 17 horas causou 56 mortes e em dezembro passado um agente da prisão morreu dentro da prisão. (El País)