Erika Hilton aciona STF e PGR para bloquear bens e redes de Eduardo Bolsonaro após apoio à tarifa de Trump

Deputada do PSOL acusa parlamentar licenciado de atuar contra os interesses do Brasil e pede sua condenação por crime de lesa-pátria

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou nesta quinta-feira (10) uma representação no Supremo Tribunal Federal (STF) e na Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando o bloqueio dos bens, contas bancárias, doações e perfis em redes sociais do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). No pedido, ela também requer a condenação do parlamentar por crime de lesa-pátria.

Segundo Erika, Eduardo Bolsonaro teria atuado diretamente na articulação das novas tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros. A taxação, de 50%, foi anunciada em carta enviada por Trump ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e entra em vigor no dia 1º de agosto.

Em publicações nas redes sociais, Erika Hilton afirma que o deputado, mesmo residindo temporariamente nos EUA, continua influenciando a política brasileira com ações que, segundo ela, ferem os interesses nacionais. “Agora ele está organizando, nas redes sociais, um movimento para agradecer Trump e incentivar novos ataques contra o Brasil. Mesmo escondido nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro segue tendo um patrimônio milionário em nosso país e recebendo um salário de quase R$ 50 mil da Câmara dos Deputados”, escreveu a deputada.

Ela também acusa o parlamentar de lucrar com doações e cursos de conteúdo extremista, além de utilizar suas redes para fomentar discursos considerados antidemocráticos.

Até o momento, Eduardo Bolsonaro não se pronunciou oficialmente sobre a ação movida pela colega de Congresso. A medida faz parte da escalada de tensões políticas no Brasil após o anúncio das novas tarifas, que foram criticadas por autoridades brasileiras e atribuídas, por Trump, ao tratamento dado pelo Judiciário brasileiro ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

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