FIFA rejeita acusação de que pretende “vender o futebol” após ameaça de boicote da UEFA

Entidade defende proposta de participação de investidores privados na gestão comercial de competições e afirma que manterá controle sobre os torneios

A Federação Internacional de Futebol (FIFA) reagiu nesta sexta-feira (31) à ameaça de boicote anunciada pela União das Associações Europeias de Futebol (UEFA) e negou que esteja planejando “vender o futebol”. A entidade defendeu a proposta de ampliar a participação de investidores privados na estrutura responsável pelos direitos comerciais de suas principais competições, incluindo a Copa do Mundo.

Em comunicado, a FIFA afirmou que “jamais toleraria” a venda do futebol e classificou parte das críticas ao projeto como resultado de informações incorretas divulgadas pela imprensa. A entidade também informou que pretende manter o processo de consultas com suas associações filiadas antes de qualquer decisão.

A reação ocorreu um dia depois de a UEFA anunciar que suas 55 federações nacionais estão preparadas para boicotar competições organizadas pela FIFA enquanto a proposta continuar em discussão. A entidade europeia criticou a possibilidade de transformar a Copa do Mundo em um ativo de investimento e defendeu que o torneio deve permanecer sob controle do futebol.

Proposta prevê participação de investidores

O projeto apresentado pela FIFA prevê a criação de uma empresa destinada a administrar os direitos comerciais das competições organizadas pela entidade. Investidores privados poderiam adquirir uma participação minoritária nessa estrutura, enquanto a FIFA manteria o controle sobre os principais torneios.

A proposta ainda está em fase de consultas e não foi aprovada definitivamente. As 211 associações nacionais filiadas à FIFA têm até setembro para apresentar suas posições sobre o projeto.

Além da UEFA, entidades ligadas ao futebol da Ásia e da América do Norte também demonstraram preocupação com a iniciativa. As confederações pedem maior transparência e participação nas discussões antes que qualquer mudança seja efetivada.

O impasse amplia a tensão entre a FIFA e as principais confederações do futebol mundial e pode gerar novos debates sobre a gestão dos direitos comerciais das competições internacionais.

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