Foco no futuro: João Burse reconhece atuação ruim e valoriza vitória em casa

João Burse mira o horizonte durante treinamento na Toca do Leão (Foto: Pietro Carpi/EC Vitória)

Técnico do Vitória segue invicto, mas quer atenção para os próximos desafios

Ele continua invicto. Após vencer o Paysandu por 1×0 na abertura do quadrangular da Série C, são 6 vitórias e 3 empates para João Burse desde que assumiu o comando técnico do Vitória. Os três pontos de domingo fizeram o rubro-negro iniciar bem a fase decisiva da Série C, ficando em segundo lugar devido ao número de gols marcados pelo ABC no triunfo de 2×1 sobre o Figueirense – os dois primeiros sobem para a Série B. 

No entanto, o treinador do Leão não quer se deixar enganar pelo que diz o placar. Contra o Paysandu, o Vitória sofreu muito para ganhar mesmo jogando com um a mais durante quase toda a partida: Mikael, do Papão, foi expulso logo aos 8 minutos do primeiro tempo, mas o Vitória enfrentou muitas dificuldades para criar e esteve mais vezes perto da derrota do que o contrário.

O desempenho foi comentado por jogadores e pelo treinador. Capitão do time, Alan Santos foi outro a reconhecer que a bola jogada não foi das melhores, mas que, nestes momentos decisivos, é preferível vencer sem convencer do que o oposto.

“A gente sabe que não fez uma boa partida técnica, mas a entrega nos deu o resultado que a gente queria, que foi a vitória. Ter um a mais parece que é fácil, mas os caras se fecham e fica difícil de furar a retranca. A gente tem que forçar o passe e acaba errando mais. O importante é que conseguimos os três pontos com Rodrigão, é o que vale”, disse Alan Santos.

João Burse não mediu palavras para descrever o jogo: “A gente não teve uma boa atuação, cobrei demais eles em relação a jogar dentro do bloco, principalmente Dionísio e Eduardo”, disse o técnico.

De fato, o Vitória sentiu muito a partida ruim do camisa 10 e do camisa 8, que, nervosos, acabaram amarelados durante a partida. O Paysandu perdeu um meia e não fez modificações no setor mesmo com a expulsão. Na análise do CORREIO, o Vitória tentou jogar muito pelas laterais e isso facilitava que o time paraense fechasse os espaços. Burse, no entanto, viu diferente e disse que o time tentava jogar muito por dentro, quando poderia ir por fora, abrindo o campo.

Foi esse o motivo para colocar dois centroavantes no segundo tempo: um deles, Rodrigão, fez o gol decisivo.

“A gente não estava conseguindo efetivar a superioridade numérica. Com os laterais um pouquinho à frente, a gente estava se enroscando com os extremos. Ajustamos no intervalo, começamos o segundo tempo mais dentro do campo do adversário. Tínhamos treinado a situação de dois centroavantes, a mudança foi para Honório espetar pelo meio e adiantar o Alemão”, explicou o professor.

Mesmo assim, ele reconheceu que o Vitória perdeu muito no meio-campo mesmo com um a mais, ofereceu contra-ataques ao adversário, que, após a expulsão, apostava em transições rápidas e em algumas oportunidades conseguiu incomodar o Vitória e assustar os cerca de 22 mil torcedores que estiveram no Barradão.

Burse terá uma semana para fazer os ajustes e, quem sabe, vencer e convencer no Orlando Scarpelli durante o próximo domingo (28), às 17h, contra o Figueirense – desafio que está no horizonte do Vitória. Vencer novamente deixa o clube mais próximo do acesso e complica o Figueira, que perdeu a primeira partida contra o ABC, em Natal. (Correio)

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