Frota subiu tom contra Bolsonaro antes de ser expulso do PSL

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Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

O deputado federal Alexandre Frota — expulso nesta terça-feira (13) do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro — estava intensificando as críticas ao governo nas redes sociais nos últimos meses. O parlamentar apagou suas redes sociais. Em entrevista à revista “Época”, também nesta terça, ele afirmou que está cansado e que sai da vida digital porque “esses eleitores são da época Bolsonaro”.

A expulsão não acarretará na perda do mandato de Alexandre Frota. Eleito por São Paulo e em primeiro mandato, ele poderá permanecer como deputado em outra sigla.

Frota filiou-se ao PSL em 4 de abril do ano passado, informa o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Entre a eleição de 2018, em outubro, e a expulsão do partido, a tônica dos comentários do deputado nas redes sociais mudou. De apoiador dedicado, converteu-se em crítico que foi subindo o tom cada vez mais.

Logo após a confirmação de sua vitória na eleição para presidente do ano passado, por exemplo, Bolsonaro fez um discurso e uma oração acompanhado de pessoas que deveriam formar o núcleo duro de seu governo. Alexandre Frota estava entre delas.

Já atuando como deputado, passou a ser um dos principais articuladores do PSL na votação da reforma da Previdência. Nos últimos dias, porém, passou a criticar publicamente o governo e o presidente. Chegou a declarar que estava decepcionado com Bolsonaro e com a falta de articulação com os parlamentares.

A decisão do PSL pela expulsão ocorreu por unanimidade (nove votos) e foi tomada após reunião da sigla em Brasília. O pedido de desligamento de Frota partiu da deputada Carla Zambelli (PSL-SP), que havia declarado recentemente ao jornal “O Globo” que a situação do parlamentar no partido era “insustentável”.

O comentarista de política e economia da Globo News Valdo Cruz, que tem um blog no G1, informou que também pesaram na expulsão as críticas de Frota à indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro(PSL-SP), um dos filhos do presidente, ao posto de embaixador do Brasil nos Estados Unidos.

De acordo com Valdo Cruz, a partir disso Bolsonaro determinou a Luciano Bivar, presidente do PSL, que fizesse o trabalho para expulsar o deputado do partido.

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