Os militares da Guiné-Bissau anunciaram, nesta quinta-feira (27), a escolha do general Horta N’Tam como presidente interino do país, um dia após a deflagração de um golpe que interrompeu o processo eleitoral e resultou na detenção do presidente Umaro Sissoco Embaló, cujo mandato estava no fim.
Em coletiva realizada em Bissau, as Forças Armadas informaram que Horta N’Tam, até então chefe do Estado-Maior do Exército de terra, comandará a junta militar e exercerá a Presidência interinamente por um período de um ano. A cerimônia de posse ocorreu no quartel-general da corporação, acompanhada por jornalistas da AFP.
O golpe foi executado na quarta-feira, às vésperas da divulgação dos resultados preliminares das eleições presidenciais e legislativas realizadas no último domingo. O pleito foi suspenso após a intervenção das forças militares, em meio à disputa entre Embaló e o opositor Fernando Dias de Costa, que reivindicavam vitória nas urnas.
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A crise na Guiné-Bissau se soma a uma sequência de golpes registrados na África Ocidental desde 2020, envolvendo países como Mali, Burkina Faso, Níger e Guiné.





