Homem de 23 anos do RN é o mais jovem a morrer pelo coronavírus no Brasil

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Foto: Arquivo da família

A Secretaria Estadual da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) e a Secretaria Municipal de Saúde de Natal confirmaram na noite desta terça (31) a segunda morte pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2) no estado. Trata-se do gastrólogo Matheus Aciole, de 23 anos.

Ele é o mais jovem a ter morte pela Covid-19 confirmada no país, segundo dados das secretarias estaduais. Até as 6h desta quarta-feira, as secretarias registravam 203 mortes no Brasil e um total de 5.812 casos confirmados.

Matheus morreu no início da noite de terça em Natal, e o resultado positivo do exame para Covid-19 foi dado em seguida. De acordo com a Sesap, ele era obeso. A obesidade é um elemento que pode estar associado a quadros graves da doença, segundo aponta pesquisa do Reino Unido.

Ainda segundo informações da Secretaria Estadual de Saúde, o paciente deu entrada em um hospital privado em 24 de março. Matheus foi examinado e liberado para voltar para casa, onde deveria manter medicações prescritas.

Ele ficou isolado por dois dias, mas não apresentou melhora. Matheus, então, procurou o serviço público de saúde na última sexta-feira (27), quando foi atendido e realizou o teste para a Covid-19. Logo em seguida, Matheus foi internado na UTI. Ele morreu no hospital.

Grupos de risco e morte de jovens
Segundo a Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde, alguns grupos e faixas da população são mais suscetíveis ou vulneráveis à Covid-19. Dentro desses grupos, são incluídas pessoas com mais de 60 anos, diabéticos, hipertensos, quem tem insuficiência renal crônica, doença respiratória crônica ou cardiovascular.

Nos últimos dias, no entanto, chamou a atenção a morte de pessoas jovens sem confirmação de comorbidades, as doenças relacionadas que predispõem o paciente a desenvolver um caso grave.

Em São Paulo, Mauricio Suzuki, um jovem de 26 anos que praticava corrida e chegou a correr maratona, morreu no último sábado (28) após ser infectado.

A família informou que ele fazia tratamento para regular o nível de ácido úrico no sangue, mas que isso não foi considerado doença pré-existente. A Secretaria de Saúde não divulgou informação sobre doença prévia.

Em Rio Bonito, região metropolitana do Rio de Janeiro, uma mulher de 32 anos teve a morte confirmada nesta segunda (30). A família negou que ela tivesse alguma comorbidade, o que estava sendo analisado pela Secretaria de Saúde.

Primeira morte no RN
A primeira morte por coronavírus no Rio Grande do Norte ocorreu em 28 de março. O professor universitário Luiz Di Souza morreu após passar sete dias internado em Mossoró, no interior do estado. Ele tinha 61 anos e era diabético. (G1)

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