Incêndio florestal no sul da França deixa mortos, feridos e desaparecidos

Com ventos de até 70 km/h e baixa umidade, fogo se alastrou rapidamente entre Perpignan e Narbonne; primeira-ministra aponta efeitos do aquecimento global

Foto: Reprodução

Um incêndio de grandes proporções atinge a região florestal no sul da França desde a tarde de terça-feira (5), sendo considerado um dos mais severos registrados no país nos últimos 70 anos. De acordo com autoridades locais, uma mulher morreu ao se recusar a deixar sua residência, e ao menos 13 pessoas ficaram feridas. Três seguem desaparecidas.

O fogo se espalhou rapidamente por uma área entre as cidades de Perpignan e Narbonne, no departamento do Aude, após ter sido detectado no fim da tarde. As condições climáticas adversas — com temperatura de 30°C, umidade em torno de 30% e rajadas de vento de até 70 km/h — contribuíram para a propagação das chamas.

Equipes do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas para a região. Durante os trabalhos de contenção, onze profissionais ficaram feridos, sendo quatro deles em decorrência de um acidente com o caminhão em que estavam.

O primeiro-ministro francês, François Bayrou, classificou o incêndio como uma “catástrofe de dimensão inédita” e associou o episódio ao agravamento da crise climática. “Todo mundo está vendo o que acontece. Estamos em um momento em que as mudanças climáticas se fazem sentir, acarretando eventos inéditos”, afirmou.

As autoridades seguem em busca dos desaparecidos e monitoram o avanço do fogo, que já forçou a evacuação de várias áreas residenciais. A imprensa francesa relata que este é um dos maiores desastres naturais do país em décadas, pressionando o governo a reforçar medidas de prevenção e adaptação diante das mudanças climáticas.

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