O Ministério das Relações Exteriores do Brasil divulgou uma nota oficial neste domingo (22) condenando o ataque dos Estados Unidos a instalações nucleares no Irã. Segundo o Itamaraty, a ofensiva representa uma “grave ameaça à vida” e uma violação direta à soberania iraniana e ao direito internacional.
Em tom duro, o governo brasileiro demonstrou preocupação com o risco de uma escalada militar sem precedentes no Oriente Médio, o que pode levar a consequências “irreversíveis” para a paz e segurança global.
“Ações armadas contra instalações nucleares representam uma grave ameaça à vida e à saúde de populações civis, ao expô-las ao risco de contaminação radioativa e a desastres ambientais de larga escala”, destacou a nota.
Veja também:
- Nego Di é condenado a mais de 14 anos de prisão por estelionato, lavagem de dinheiro e uso de documento falso
- "Quem deve responder é o povo", diz Sinho ao elogiar cobertura do Voz da Bahia e comentar estrutura do São João de SAJ
- Paulo Câmara exalta a família, critica regulação e reforça aliança com ACM Neto durante São João de SAJ
Críticas a EUA e Israel
O Brasil também condenou duramente os ataques anteriores realizados por Israel e criticou qualquer tipo de ofensiva militar em áreas densamente povoadas, como hospitais e centros urbanos. O comunicado afirma que essas ações violam não apenas a Carta da ONU, mas também as normas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e os princípios do direito internacional humanitário.
Defesa da paz e uso pacífico da energia nuclear
O Itamaraty reforçou a posição histórica do Brasil em favor do uso exclusivo da energia nuclear para fins pacíficos e rejeitou qualquer forma de proliferação nuclear — especialmente em regiões instáveis como o Oriente Médio.
“O ciclo de violência precisa ser interrompido com urgência, antes que provoque danos irreparáveis à estabilidade global”, diz o governo brasileiro, ao pedir uma solução diplomática imediata para o conflito.
O texto ainda exorta todas as partes envolvidas a exercerem “máxima contenção” e alerta para os riscos que essa escalada representa para o regime internacional de não proliferação nuclear.





