O senador Jaques Wagner anunciou nesta quarta-feira (24) que deixará a liderança do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Senado. A decisão ocorre uma semana após ele ser alvo de uma operação da Polícia Federal no âmbito das investigações do chamado Caso Master.
Segundo Wagner, a saída foi definida durante uma reunião com Lula, realizada no Palácio da Alvorada. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que a decisão foi tomada em comum acordo e que pretende se dedicar à sua defesa.
A operação da PF foi autorizada pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal. Na decisão, o magistrado citou indícios de que o senador teria recebido vantagens econômicas indevidas, direta ou indiretamente, por meio de familiares, pessoas de confiança e empresas ligadas ao grupo investigado.
Durante o cumprimento dos mandados, agentes encontraram cerca de US$ 49 mil em espécie e uma coleção de relógios em um endereço utilizado por Wagner em Brasília. Na Bahia, também foram apreendidos valores em reais, dólares e euros.
As investigações apuram a relação do senador com Augusto Lima, ex-sócio do empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. A PF suspeita que Wagner possa ter atuado em favor de interesses do grupo no Congresso Nacional.
Entre as supostas vantagens investigadas estão viagens em aeronaves particulares e a negociação de um apartamento de luxo em Salvador. Segundo a Polícia Federal, a transação teria continuado mesmo após o início das investigações.
Jaques Wagner nega qualquer irregularidade. A defesa do senador solicitou ao STF a anulação da decisão que autorizou as buscas, argumentando que ele não atuou em benefício do Banco Master.





