Jovem que perdeu a audição na infância se emociona ao voltar a ouvir após implante coclear

Bianca perdeu a audição ainda na infância e passou por um implante coclear após quase 19 anos de espera.

Reprodução

A jovem Bianca Victória Ribeiro da Silva, de 19 anos, viveu um momento inesquecível ao voltar a escutar após passar por uma cirurgia de implante coclear. Moradora de José de Freitas, no Norte do Piauí, ela perdeu a audição por volta dos cinco anos devido a uma condição degenerativa.

Segundo a mãe, Tânia Maria, os primeiros sinais surgiram ainda quando Bianca era bebê. A família iniciou uma investigação e descobriu que a perda auditiva avançaria com o tempo. A jovem chegou a usar aparelhos auditivos, mas os dispositivos deixaram de atender às suas necessidades.

“Esperei quase 19 anos por essa cirurgia”, contou a mãe, emocionada.

O procedimento foi realizado em Teresina pelo otorrinolaringologista Flávio Santos Filho. De acordo com o médico, o implante coclear é indicado quando os aparelhos convencionais não são suficientes.

“O dispositivo eletrônico é colocado dentro do ouvido, com eletrodos na cóclea, que estimulam o nervo auditivo. Assim, a mensagem sonora chega ao cérebro e é interpretada como som”, explicou.

A ativação do aparelho aconteceu cerca de um mês após a cirurgia, em um momento registrado pela fonoaudióloga responsável. Nas imagens, Bianca se emociona ao perceber que está ouvindo novamente e repete as sílabas orientadas pela profissional.

Ao longo dos anos, a deficiência trouxe desafios importantes. A mãe relata que a jovem se tornou mais retraída, enfrentou dificuldades psicológicas e teve prejuízos no desenvolvimento escolar e na fala.

Especialistas destacam que o implante pode ser feito ainda na infância, o que facilita a reabilitação e ajuda na manutenção da dicção. Como o tratamento de Bianca ocorreu mais tarde, o processo de recuperação da fala deverá acontecer gradualmente, com acompanhamento fonoaudiológico.

Apesar disso, a adaptação tem sido positiva.

“Ela já está ouvindo bem melhor. É um processo, mas a melhora é visível. Agora precisamos incentivar a dicção”, afirmou Tânia.

O médico reforça que o apoio da família e as sessões com fonoaudiólogos são fundamentais para a evolução do paciente. A reabilitação ocorre por etapas — das sílabas às palavras, frases e até músicas — com progresso contínuo ao longo do tempo.

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