A Advocacia-Geral da União (AGU) informou nesta terça-feira (19) que a justiça italiana manteve a prisão cautelar da deputada licenciada Carla Zambelli (PL), rejeitando o pedido da defesa para conversão em prisão domiciliar sob alegação de problemas de saúde.
Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão por invadir o sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Em julho, ela havia sido detida em Roma ao tentar evitar o cumprimento de um mandado de prisão emitido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
O episódio que motivou a ação penal julgada pelo STF envolve um incidente ocorrido às vésperas do segundo turno das eleições de 2022, quando a deputada sacou uma arma de fogo em via pública em São Paulo e apontou para o jornalista Luan Araújo.
A perseguição começou após trocas de provocações durante um ato político no bairro dos Jardins, e se estendeu até uma lanchonete onde a vítima buscou proteção.
O relator do caso, ministro Gilmar Mendes, destacou que “a reação armada diante de ofensas não encontra amparo no Estado Democrático de Direito”. Segundo o voto, Zambelli “claramente forçou o jornalista a agir contra sua vontade, utilizando-se da arma de fogo para subjugá-lo, mediante grave ameaça, restringindo sua liberdade momentaneamente”.





