O Tribunal de Justiça da Bahia manteve a prisão temporária do rifeiro José Roberto Nascimento dos Santos, o “Nanan Premiações”. Ele está no complexo penitenciário da Mata Escura, em Salvador, após ser alvo da “Operação Falsas Promessas”, em 5 de setembro. A nova decisão judicial, que ainda trouxe a informação de que o suspeito recebeu benefícios do Governo Federal, foi publicada no Diário Oficial da Corte, na quinta-feira (3).
O juiz Cidval Santos Souza Filho acolheu pedido do Ministério Público. “É possível notar a participação do requerente nas supostas práticas delitivas descritas pela autoridade policial, sendo elas a lavagem de dinheiro responsável por financiar e custear o tráfico de drogas, configurando-se uma das hipóteses para a imposição da medida cautelar”, entendeu.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, o grupo de “Nanan” almejava aproveitar estratégia midiática, assim como sua aparente influência social e política, para burlar fiscalização mais efetiva sobre a origem do dinheiro. Nas casas dos alvos foram apreendidos dezenas de veículos de luxo, relógios, armas de fogo, munições, celulares, roupas de grife, além de dinheiro.
- Governo decreta estado de emergência em trecho da BR-324 após avanço de cratera no trecho de Simões Filho
- Idosa de 77 anos morre após sofrer choque elétrico enquanto lavava roupas em Queimadas
- Justiça concede liberdade provisória à gestora de abrigo investigada por maus-tratos contra idosos em Salvador
Além de José Roberto, foram presos Marcos David Nascimento; Elaine Marcia Nascimento Santos; Gabriel de Amorim Fonseca; David Mascarenhas Alves de Santana; Jefferson Pereira da Silva; Jamile Nunes Santana; Ramhon Dias de Jesus Vaz; Joabe Vilas Boas; Gabriela da Silva Vale; Washington Luiz Pereira Netto; Marcelo Rodrigues Azevedo; Neide Naura Cedro; Wanderson David de Oliveira; Michael Ribeiro da Silva; Igor Carneiro Correia; Daiane Conceição da Silva Pinho; Paulo César Carvalho; Josemário Aparecido dos Santos; e Jorge Vinícius de Souza Santana.
Na decisão que manteve a prisão de “Nanan”, o juiz salientou que ele movimentou R$ 26.255.458,80, além de, “segundo a autoridade, ter mantido relação financeira com os também investigados Ramhon, Victor, Daiane e Jorge”. O magistrado ainda trouxe outra informação: de que “Nanan Premiações” tinha cadastro para recebimento dos programas Auxílio Brasil, Auxílio Emergencial e Bolsa Família, entre 2020 e 2022.
“Nota-se que o representado teria participado de transações consideradas suspeitas, na qual consta movimentação financeira deste com investigados nesta ação. Ressalte-se, ainda, que pelo fato de as transações realizadas pelo investigado terem sido consideradas suspeitas, se enquadraram no art. 1° da Carta Circular 4001 2020 BACEN, tendo sido encaminhadas ao núcleo de inteligência de análise financeira do COAF, o que permitiu a quebra do sigilo bancário e fiscal do mesmo”, pontuou o juiz Cidval. (Fonte: Portal Casé)





