Leilão de veículos apreendidos pela Polícia Civil da Bahia arrecada mais de R$ 2 milhões em Salvador

Bens ligados a investigações de corrupção e lavagem de dinheiro foram vendidos e recursos serão revertidos para a segurança pública

Um leilão judicial de veículos apreendidos em operações da Polícia Civil da Bahia arrecadou mais de R$ 2 milhões nesta segunda-feira (13). Ao todo, cerca de 40 automóveis e motocicletas foram vendidos, todos vinculados a investigações sobre crimes patrimoniais e financeiros.

Os veículos foram apreendidos em ações conduzidas pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco-LD), incluindo operações como Falsas Promessas e Primus. Entre os itens leiloados estavam modelos de alto valor, como um Tesla, um Camaro e uma caminhonete Silverado equipada com sistema de som automotivo.

A retirada dos bens ocorreu em dois pontos: no Complexo Policial Investigador Bandeira, em Feira de Santana, e na sede da corporação, no Largo da Piedade, em Salvador.

Recuperação de ativos fortalece combate ao crime

A venda dos veículos faz parte da estratégia de recuperação de ativos, que consiste em identificar, bloquear e dar destino a bens obtidos por meio de atividades ilegais. O objetivo é impedir que esses recursos continuem financiando o crime e, ao mesmo tempo, permitir que retornem à sociedade.

O processo segue regras estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça, que autoriza a chamada alienação antecipada — prática utilizada quando há risco de desvalorização ou altos custos de manutenção dos bens apreendidos.

Após autorização judicial, os valores arrecadados são depositados e podem ser destinados ao Fundo de Modernização da Polícia Civil da Bahia, contribuindo para investimentos em tecnologia, capacitação e melhoria da estrutura da segurança pública.

Estratégia mira enfraquecimento financeiro do crime

Somente neste ano, a Polícia Civil baiana já conseguiu bloquear cerca de R$ 13 bilhões em bens e valores ligados a investigações. A medida faz parte de uma estratégia para atingir diretamente o poder financeiro de organizações criminosas.

Além de reduzir a capacidade de atuação desses grupos, a destinação dos recursos fortalece o trabalho policial e amplia os investimentos em inteligência e combate ao crime organizado no estado.

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