Marinheiros são resgatados de ilha do Pacífico após escreverem “SOS” na areia

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 Petty Officer 3rd Class Matthew West / U.S. Coast Guard/Reprodução

Você está perdido em uma ilha deserta e precisa arrumar um jeito de sair de lá. O que você faz? Opção 1: tenta, ao melhor estilo Tom Hanks em Náufrago, construir uma jangada improvisada que o permita remar mar adentro. Opção 2: gasta suas energias tentando fazer uma fogueira gigante e, com a fumaça, chamar a atenção de quem passa perto. Opção 3: risca na areia da praia uma mensagem pedindo ajuda e torce para que alguém aviste seu sinal de socorro.

Ainda que pareça a alternativa menos astuta da lista, suas chances de ser salvo provavelmente serão maiores se apostar na opção 3. Um trio de marinheiros da Micronésia, que foram recém-resgatados de uma ilha do Oceano Pacífico, é a prova viva disso. Eles foram encontrados após marcarem na areia as letras SOS, sinal muito usado na navegação para pedir ajuda – como você pode ver na imagem deste post.

O que era para ser uma viagem de apenas 42 quilômetros entre dois atóis – tipo de ilhota oceânica – a bordo de um pequeno barco de pesca saiu totalmente do controle.

Em vez de chegar à ilha de Pulap, como planejado, o grupo se perdeu e foi parar em Pikelot, uma ilha desabitada com 450 metros de extensão – e que fica a 190 quilômetros de distância do destino original. Toda essa mudança de rota fez com que ficassem sem gasolina no barco para retomar a viagem.

Autoridades de Guam, ilha americana no Oceano Pacífico, receberam a informação do sumiço do trio no sábado (1). No domingo, um helicóptero da Força Aérea Americana flagrou o SOS em letras garrafais na areia da praia. Outro helicóptero, vindo de Canberra, capital australiana, prestou os primeiros socorros aos homens.

Os marinheiros passaram quase três dias desaparecidos até serem avistados pelo helicóptero australiano. Segundo um comunicado do ministro da defesa da Austrália, eles estavam “em boas condições” quando foram encontrados, e receberam água e comida da equipe. Na segunda-feira (3), foram levados de volta para casa à bordo de uma pequena embarcação da patrulha costeira da Micronésia. (Superinteressante)