Ministério da Saúde vai ampliar atendimento a dependentes de apostas por telefone e videochamada

Governo pretende reforçar assistência gratuita ainda em 2026 e investir em pesquisa inédita sobre impactos das apostas na saúde dos brasileiros

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Ministério da Saúde anunciou que pretende ampliar, ainda este ano, os atendimentos por telefone e videochamadas destinados a pessoas com problemas relacionados à dependência em jogos de apostas.

A estratégia será fortalecida por meio da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AgSUS), responsável pela contratação de empresas especializadas para expandir a oferta de atendimento gratuito a jogadores compulsivos em todo o país.

O serviço voltado para pessoas com transtornos associados às apostas foi lançado em março deste ano, em parceria com o Hospital Sírio-Libanês. Em apenas três meses de funcionamento, a iniciativa já contabiliza 6.912 usuários cadastrados.

Para ampliar a estrutura de teleatendimento, o Ministério da Saúde prevê um investimento de aproximadamente R$ 70 milhões até o final de 2026. A medida faz parte de um plano nacional voltado à prevenção, qualificação de profissionais e ampliação do acesso aos serviços da Rede de Atenção Psicossocial (Raps).

Além do reforço no atendimento, a pasta investirá R$ 6 milhões na realização de uma pesquisa nacional inédita para avaliar os impactos dos jogos e apostas na saúde da população brasileira.

O estudo buscará identificar quais grupos são mais afetados pela prática, os principais riscos associados ao vício em apostas e os efeitos sociais e psicológicos decorrentes desse comportamento.

Com os resultados, o governo pretende desenvolver políticas públicas mais eficazes de prevenção, acolhimento e tratamento dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando o suporte às pessoas que enfrentam problemas relacionados ao jogo compulsivo.

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