A ministra da Cultura, Margareth Menezes, está no centro de uma polêmica após ter recebido R$ 640 mil em palavras públicas para apresentações durante o Carnaval. O caso gerou reações no meio político e levou à apresentação de pedidos de impeachment, à convocação à Câmara dos Deputados e à abertura de investigações pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pelos Ministérios Públicos do Ceará e da Bahia.
Os pedidos foram apresentados pelos deputados federais Carlos Jordy (PL-RJ) e Jorge Goetten (Republicanos), segundo informações do portal Metrópoles . No pedido de impeachment, Jordy acusa o ministro de crime de responsabilidade, especialmente por supostas evidentes aos princípios da administração pública, como probidade, moralidade, impessoalidade e legalidade.
Além disso, Jordy protocolou representação no TCU solicitando apuração de possíveis crimes como improbidade administrativa, conflito de interesses, peculato, corrupção passiva e fraude em licitação. Ele também questionou a legalidade da mudança de entendimento da Comissão de Ética Pública, que autorizou a participação da administração em eventos artísticos mesmo ocupando a carga.
De acordo com a denúncia, os contratos que envolveram Margareth Menezes foram firmados sem licitação, com base em alegada exclusividade do artista, e sem transparência nos valores pagos, especialmente pelo Governo da Bahia.
O parlamentar pede que seja investigado a legalidade do uso dos recursos públicos e a eventual influência política do ministério no setor cultural, o que poderia configurar conflito de interesses.





