‘Missa da Meia-Noite’, da Netflix, traz mensagem sobre discernimento espiritual, diz apologista

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A série Missa da Meia-Noite, da Netflix, criada por um roteirista ateu, foi descrita pelo apologista e escritor cristão Robin Schumacher como um lembrete da importância do discernimento espiritual.

Em um artigo recente, o apologista afirma que é fã de séries de terror e costuma assisti-las com sua filha. Ao escolher Missa da Meia-Noite, Schumacher afirmou que não sabia que encontraria um pano de fundo como o que foi usado pelo roteirista Mike Flanagan.

Em resumo, a série narra eventos milagrosos em uma ilha, que passam a ocorrer após a chegada de um novo sacerdote para a igreja local. Em pouco tempo, versos bíblicos passam a ser distorcidos e usados como justificativa para ações típicas de falsos profetas.

Schumacher contextualiza que o ateísmo do roteirista se evidencia ao retratar os cristãos como “ingênuos” e os não-cristãos como pessoas sagazes. Entretanto, diz o apologista, “ele ainda faz um bom trabalho ao descrever o engano espiritual e como as falsas crenças podem ser rapidamente racionalizadas”.

Spoilers

“Quando o sacerdote não pode mais suportar o sol, ele e seus seguidores citam as trevas descritas no Apocalipse e afirmam que estão nos últimos dias. Quando eles começam a ansiar por sangue, eles distorcem as palavras de Cristo, ‘meu sangue é a verdadeira bebida’ (João 6:55) para explicar sua necessidade”, pontua Schumacher.

Afirmando que na maioria dos casos de falsos profetas registrados ao longo dos anos no meio cristão, embora evidentes, as manifestações dessas figuras sempre atraem pessoas, e que isso se dá justamente pela falta de discernimento espiritual.

“Como essas pessoas, e inúmeras outras vítimas de falsificações espirituais, não reconheceram que seu anjo era, de fato, um demônio? Há uma razão pela qual todos os livros do Novo Testamento, exceto Filemom, alertam sobre os falsos mestres e encorajam o discernimento espiritual”, pontuou o apologista.

Schumacher enfatiza que “não é nenhuma surpresa que lemos constantemente nas Escrituras para ‘examinar tudo cuidadosamente’ (I Tes. 5:21), para ‘não acreditar em todo espírito, mas testar os espíritos para ver se são de Deus’ (I João 4: 1), e entender que o inimigo vem em pele de ovelha’ (Mateus 7:15) e como ‘um anjo de luz’ (2 Coríntios 11:14)”.

“A Bíblia nos encoraja a sermos pessoas ‘maduras, que pela prática têm os sentidos treinados para discernir o bem e o mal’ (Hebreus 5:14). Observe que o discernimento é descrito pelo autor de Hebreus como algo que requer trabalho. O mesmo sentimento é transmitido em Provérbios: ‘Pois, se clamas por discernimento, levanta a tua voz por entendimento; se você a busca como prata e a busca como a tesouros escondidos; então você vai discernir o temor do Senhor e descobrir o conhecimento de Deus’ (Pv 2: 3-5)”, conceituou.

Em outro trecho, o autor do artigo publicado pelo portal The Christian Post entrega o principal mistério da série, mas faz uso dessa revelação antecipada da estória de Missa da Meia-Noite com o propósito de explicar que os falsos profetas contam exatamente com a imaturidade das pessoas bem intencionadas.

“Parece estranho pensar que confundiríamos um vampiro com um anjo, mas isso aconteceu tragicamente mais vezes do que gostaríamos de admitir. Na realidade, um vampiro é a representação perfeita de um falso mestre e um tipo de anticristo. Enquanto Jesus, a Luz do mundo, derramou Seu sangue para nos dar a vida eterna, o vampiro, uma criatura das trevas, rouba o sangue de sua vítima para se dar a vida eterna”, finalizou.