O diretor e produtor Nilton Travesso morreu nesta sexta-feira (6), aos 92 anos. Com mais de sete décadas de carreira, ele foi um dos nomes importantes da história da televisão brasileira, participando da criação e direção de programas, novelas e atrações que marcaram diferentes gerações.
Nascido em São Paulo, em 20 de maio de 1934, Travesso iniciou sua trajetória na televisão em 1953, quando participou da fundação da TV Record. Na emissora, dirigiu atrações como Família Trapo, programas de Hebe Camargo e os tradicionais festivais de Música Popular Brasileira.
Em 1974, chegou à TV Globo, onde integrou a equipe responsável pela consolidação do Fantástico. Também dirigiu programas como TV Mulher, Som Brasil e Balão Mágico, além de participar de produções da dramaturgia, como Sinhá Moça e Direito de Amar.
Na extinta TV Manchete, teve papel importante na estruturação do departamento de teledramaturgia, ao lado de Jayme Monjardim. A emissora produziu novelas de destaque, como Pantanal (1990) e A História de Ana Raio e Zé Trovão.
Já no SBT, na década de 1990, comandou a implantação do núcleo de novelas e participou de produções como Éramos Seis, As Pupilas do Senhor Reitor e Sangue do Meu Sangue. Também trabalhou na Band, TV Gazeta e em canais por assinatura.
Ao longo da carreira, Nilton Travesso contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de diferentes formatos da televisão brasileira, deixando uma trajetória ligada a algumas das produções mais conhecidas da história da TV no país.
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