MP estabelece prazo para retirada de borracheiros ao lado do Cemitério de S. A. de Jesus; prefeito fala sobre assunto

Prefeito afirma que atividade próxima ao cemitério existe há mais de 20 anos e diz que gestão busca conciliar segurança urbana e subsistência dos trabalhadores

O prefeito de Santo Antônio de Jesus, Genival Deolino (PSDB), se pronunciou nesta quarta-feira (17) sobre a notificação encaminhada pelo Ministério Público (MP) relacionada à atuação de borracheiros nas imediações do cemitério municipal. O tema foi abordado após questionamento do jornalista Marcus Augusto, durante entrevista concedida ao programa Meio-Dia e Meia.

Durante a conversa, o gestor municipal destacou que a presença dos borracheiros no local não é recente e remonta a mais de duas décadas, atravessando diferentes administrações. Segundo Genival, a situação exige cautela e responsabilidade por parte do poder público, uma vez que envolve trabalhadores que dependem da atividade para garantir o sustento de suas famílias.

“O município precisa cumprir a legislação e zelar pela segurança e organização do espaço urbano, mas também não pode ignorar uma realidade social que existe há mais de 20 anos. São pais de família que sobrevivem desse trabalho”, pontuou o prefeito.

Genival Deolino ressaltou ainda que a gestão municipal está dialogando com os órgãos competentes para construir uma alternativa que atenda às recomendações do Ministério Público sem provocar impactos sociais abruptos. Entre os pontos em análise estão a organização da atividade, possíveis adequações no local e, se necessário, a busca por um espaço apropriado que ofereça melhores condições de trabalho e segurança.

O prefeito afirmou que a administração tem o compromisso de encontrar uma solução equilibrada, que respeite tanto as normas legais quanto a dignidade dos trabalhadores. “Não se resolve um problema social apenas com medidas punitivas. É preciso diálogo, planejamento e responsabilidade”, completou.

A Prefeitura de Santo Antônio de Jesus informou que novas reuniões devem ser realizadas nos próximos dias para aprofundar as discussões e avançar em uma proposta que concilie os interesses da população, dos trabalhadores e das instituições fiscalizadoras.

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