MPE pede indeferimento da candidatura de Binho Galinha à reeleição na Bahia

Ministério Público Eleitoral afirma que deputado não reúne condições para disputar novo mandato e cita investigações sobre organização criminosa.

Foto: DepBinho Galinha/AgênciaALBA

O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) o indeferimento do registro de candidatura do deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha (Avante), que busca a reeleição para a Assembleia Legislativa da Bahia.

A impugnação foi protocolada nesta sexta-feira (7). Segundo o documento, o parlamentar não preencheria requisitos constitucionais para disputar o cargo.

Na manifestação, o procurador Cláudio Gusmão cita investigações da Polícia Federal e do Ministério Público da Bahia que apontariam Binho Galinha como suposto líder de uma organização criminosa com atuação em Feira de Santana e municípios da região.

O MPE afirma ainda que o deputado é réu em quatro ações penais relacionadas às operações El Patrón e Estado Anômico. Entre os crimes investigados nos processos estão lavagem de dinheiro, exploração do jogo do bicho, receptação de cargas roubadas, agiotagem, extorsão e posse ilegal de armas.

O documento também menciona uma condenação em primeira instância relacionada à apreensão de armas e munições. A decisão, no entanto, ainda está sujeita às etapas e recursos previstos na Justiça.

Pedido será analisado pelo TRE-BA

Segundo a Procuradoria, as investigações descrevem uma estrutura com divisão de funções, setor financeiro, braço armado e mecanismos para ocultação de patrimônio. O órgão sustenta que os elementos reunidos indicariam uma posição de comando exercida pelo parlamentar.

Ao final, o MPE pediu a citação de Binho Galinha para apresentação de defesa e solicitou à Justiça Criminal o acesso integral às ações penais mencionadas no pedido de impugnação.

A decisão sobre o registro da candidatura caberá ao TRE-BA. Até eventual decisão definitiva, as alegações apresentadas pelo Ministério Público permanecem sob análise da Justiça Eleitoral.

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