O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) protocolou na última terça-feira (15) um pedido de impeachment contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), alegando supostos crimes de responsabilidade que teriam contribuído para o desgaste diplomático entre Brasil e Estados Unidos.
O documento foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e aponta condutas que, segundo o parlamentar, prejudicaram diretamente as relações comerciais entre os dois países, culminando na imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros pelo governo norte-americano.
Entre os pontos citados por Nikolas Ferreira, estão:
- A aproximação do governo brasileiro com regimes autoritários, como o Irã, incluindo a autorização para atracação de navios militares iranianos no Brasil;
- A recusa em reconhecer formalmente o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organização terrorista, apesar de pressões e pedidos dos Estados Unidos;
- A defesa pública da desdolarização do comércio internacional dentro do bloco BRICS, o que é interpretado como uma provocação à hegemonia do dólar;
- Declarações consideradas ofensivas ou irônicas contra lideranças internacionais, especialmente o ex-presidente americano Donald Trump.
De acordo com o pedido, essas atitudes configuram violação à probidade administrativa (artigo 85, inciso VI, da Constituição Federal) e ferem dispositivos da Lei 1.079/1950, que define os crimes de responsabilidade. O parlamentar afirma que o comportamento de Lula é “incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo”.
“O Brasil não pode ser conduzido com base em interesses ideológicos ou revanchismos pessoais. A política externa deve servir aos brasileiros, e não à conveniência de regimes autoritários ou agendas antiocidentais”, declarou Nikolas Ferreira ao apresentar o pedido.
A peça agora aguarda análise da Presidência da Câmara, que decidirá se dará seguimento ou arquivará a solicitação. Não há prazo legal para essa deliberação.





