A Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a recomendar, nesta segunda-feira (14), o uso do lenacapavir como opção de prevenção ao HIV. O medicamento é um antirretroviral de aplicação injetável semestral, cuja eficácia se mostrou igual ou superior à da profilaxia pré-exposição (PrEP) administrada por comprimidos diários.
A recomendação foi divulgada durante a 13ª Conferência da Sociedade Internacional de Aids, realizada em Kigali, capital de Ruanda. Para o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, o novo recurso representa um avanço importante na prevenção da infecção pelo vírus. “É a melhor opção disponível enquanto aguardamos uma vacina contra o HIV”, declarou.
Além de reconhecer a eficácia do lenacapavir, a OMS propôs a ampliação das formas de acesso à injeção preventiva. A nova diretriz sugere que o medicamento esteja disponível não apenas em hospitais, mas também em clínicas, farmácias e outros serviços de saúde. Testes rápidos de HIV poderão ser utilizados antes da aplicação, dispensando a necessidade de exames laboratoriais complexos.
A estratégia é voltada especialmente a populações com maior risco de exposição ao vírus, como profissionais do sexo, pessoas trans, homens que fazem sexo com homens, adolescentes em início da vida sexual, usuários de drogas e pessoas em privação de liberdade.
A OMS também atualizou suas recomendações para o tratamento do HIV. Pacientes que já alcançaram carga viral indetectável com comprimidos, mas enfrentam dificuldade de adesão à terapia oral, agora podem receber cabotegravir e rilpivirina em formulações injetáveis de ação prolongada.





