O promotor de Justiça Davi Gallo, representante do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) designado pela Procuradoria-Geral do Estado para atuar no inquérito policial que investiga a chacina de quatro motoristas por aplicativo, em Salvador, afirmou, nesta quarta-feira (18), em entrevista à TV Bahia, que o caso chamou a atenção pelo grau de perversidade dos suspeitos no crime.
“Chama a atenção essa chacina do Uber porque demonstra o grau de perversidade desses marginais que mataram esses quatro pais de família. Me chamou a atenção porque era o enterro de quatro homens de bem, quatro pais de família que estavam trabalhando, quatro humanos direitos, e eu não vi nenhuma comissão de direitos humanos para dar um apoio à família dessas pessoas, para dar um apoio para o sobrevivente. Esse crime dos motoristas é um crime revoltante”, disse Davi Gallo.
Segundo o promotor, há pontos do crime levantados que precisam ser esclarecidos e confirmados. O inquérito está em andamento.
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“As investigações seguem no sentido de identificar a motivação. A motivação do caso do motorista do Uber nós já sabemos praticamente, já foi propalada [divulgada] por outras pessoas, mas nós temos que ter provas de qual foi a real intenção deles matarem aquelas pessoas”, disse o promotor.
O promotor informou que vai acompanhar o caso até que o último suspeito de cometer o crime seja preso.
“Não tem uma pessoa da cidade de Salvador que fale sobre esse crime que não fique revoltado. O Ministério Público está e vai acompanhar até o final e eu, como promotor de Justiça, vou acompanhar esse caso até o final e enquanto o último responsável não estiver preso, eu não terei sossego”, contou Davi Gallo.
A chacina aconteceu na manhã de sexta-feira (13), na Rua do Nepal, no bairro do Jardim Santo Inácio. No mesmo dia, outros dois suspeitos do crime morreram em confronto com policiais militares, em Lauro de Freitas, região metropolitana da capital.
Na segunda-feira (16), a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) informou que o suspeito de ser mandante da chacina, identificado como Jeferson Palmeira Soares Santos, foi encontrado morto na BA-525. O corpo dele tinha marcas de tiros, e as mãos e o pescoço estavam amarrados.
Na terça-feira (17), o governador da Bahia, Rui Costa, disse que os assassinatos dos quatro motoristas por aplicativo foram ordenados por um traficante, após a mãe dele ter uma corrida cancelada.
“O traficante mandou matar as pessoas porque foi cancelada uma chamada. Porque a mãe dele chamou, e o Uber cancelou a chamada. E ele mandou executar as pessoas”, disse o governador.
A Polícia Civil informou que essa é uma das hipóteses levantadas pelas investigações, mas que o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) ainda está em fase de conclusão das apurações.
(g1/BA)





