Pescadores recolheram centenas de iPhones entre a carga de um navio que afundou no Estreito de Ormuz, na última quarta-feira (14), após atingir uma mina marítima. Imagens publicadas pelo jornal The Telegraph mostram pequenas embarcações navegando entre contêineres parcialmente submersos e homens retirando caixas do mar.
Em um dos registros, um barco aparece rebocando um contêiner inteiro. Além dos celulares, caixas de perfumes e outros produtos também foram encontrados na região do Golfo Pérsico.
O navio, identificado como GFS Pride, transportava mais de 2.500 contêineres quando foi atingido. Segundo a Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), a embarcação entrou em uma rota considerada pelas autoridades iranianas como “não autorizada e perigosa”. Após atingir uma mina, um incêndio teria provocado o naufrágio.
Naufrágio ocorre em meio à escalada de ataques
O afundamento aconteceu em meio ao aumento dos ataques iranianos contra embarcações no Estreito de Ormuz e em áreas próximas. Desde o início da guerra, no fim de fevereiro, dezenas de navios foram atingidos, embora poucos tenham afundado.
De acordo com o The Telegraph, o GFS Pride foi a segunda embarcação a naufragar em um intervalo de 24 horas e a terceira desde o início da guerra. Antes dele, o Cape Dao, de bandeira de Antígua e Barbuda, foi perdido após um ataque em 23 de setembro.
Após o naufrágio, a Marinha do IRGC alertou pescadores locais para os riscos de navegar entre os contêineres que permaneceram à deriva. A intensificação dos ataques elevou a preocupação com a segurança da navegação em uma das principais rotas marítimas do mundo.
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