O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, foi alvo da Operação Sem Refino, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (15). Os agentes cumpriram mandado de busca e apreensão na residência do político, localizada em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, Zona Oeste da capital fluminense.
Operação investiga suspeita de lavagem de dinheiro
Segundo as investigações, um conglomerado do setor de combustíveis é suspeito de utilizar estruturas empresariais e financeiras para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e envio ilegal de recursos para o exterior.
A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Justiça bloqueia R$ 52 bilhões em ativos
Ao todo, a Polícia Federal cumpre 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal.
As apurações envolvem suspeitas de fraudes fiscais, ocultação de patrimônio e irregularidades relacionadas à operação de uma refinaria ligada ao grupo investigado.
A Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em ativos financeiros das empresas investigadas.
Um dos alvos também foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol.
Operação acontece após saída de Cláudio Castro do governo
A ação ocorre em meio à crise política no Rio de Janeiro após a renúncia de Cláudio Castro ao governo estadual em março deste ano.
O ex-governador deixou o cargo antes da retomada do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral que o tornou inelegível por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
Estado é comandado interinamente pelo TJ-RJ
Atualmente, o governo fluminense está sob comando interino do presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto.
A Operação Sem Refino também ocorre dentro do contexto de investigações ligadas à chamada ADPF das Favelas, com apoio técnico da Receita Federal.
Mesmo fora do governo, Cláudio Castro segue articulando candidatura ao Senado nas eleições deste ano.


