Profissão de trancista é reconhecida oficialmente pelo Ministério do Trabalho

Inclusão na Classificação Brasileira de Ocupações marca avanço para valorização cultural e econômica da atividade

Foto: Reprodução/Redes sociais

A profissão de trancista passou a ser oficialmente reconhecida no Brasil com a inclusão da categoria na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), sob o código 5161-65.

A medida representa um marco importante na valorização da atividade, exercida majoritariamente por mulheres negras, e considerada essencial tanto para a cultura quanto para a economia de diversas comunidades.

A formalização da ocupação é resultado de uma solicitação feita pela deputada federal Rogéria Santos (Republicanos-BA), autora do Projeto de Lei nº 2831/2024, que propõe a regulamentação da atividade de trancista em todo o território nacional. A parlamentar destacou que o reconhecimento fortalece a inclusão produtiva, o empreendedorismo feminino e a igualdade racial.

“É um passo fundamental para que essas profissionais sejam reconhecidas e respeitadas, não apenas culturalmente, mas também como trabalhadoras que movimentam a economia e promovem autoestima e identidade”, afirmou Rogéria.

A agenda com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que resultou na inclusão da categoria, também contou com a presença da vereadora Ireuda Silva (Republicanos), que acompanha a pauta desde sua tramitação inicial.

Durante o encontro, foi reforçada a necessidade de regulamentar a atividade, assegurando dignidade, segurança jurídica e acesso a direitos trabalhistas para milhares de profissionais em todo o país.

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