cO chamado Relógio do Apocalipse foi ajustado nesta terça-feira (27) e agora marca 85 segundos para a meia-noite, o ponto simbólico que representa uma possível catástrofe global. É a menor distância já registrada desde a criação do relógio, há quase oito décadas.
O ajuste anual é feito pelo Boletim dos Cientistas Atômicos, grupo fundado após a Segunda Guerra Mundial por nomes como Albert Einstein e Robert Oppenheimer. Quanto mais próximos os ponteiros estão da meia-noite, maior é o risco de colapso para a humanidade, segundo a avaliação dos especialistas.
De acordo com o conselho científico, o mundo ignorou alertas anteriores e passou a viver um cenário mais perigoso, marcado por tensões geopolíticas, crescimento do nacionalismo, corrida armamentista e conflitos internacionais envolvendo grandes potências como Estados Unidos, Rússia e China.
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O boletim também destacou o avanço das mudanças climáticas, com o dióxido de carbono atingindo níveis recordes na atmosfera, além do aumento das temperaturas globais e do nível do mar. Na Europa, por exemplo, mais de 60 mil mortes relacionadas ao calor foram registradas recentemente.
Outro ponto de preocupação envolve o uso de inteligência artificial em contextos militares, além do risco de novas ameaças biológicas e nucleares.
Apesar do alerta, os cientistas reforçam que ainda há caminhos para evitar um desastre, como redução de arsenais nucleares, cooperação internacional, investimentos em energias limpas e regras claras para o uso da inteligência artificial.





