Os imóveis desapropriados pelo Governo da Bahia no Largo do Campo Grande para a implantação da nova estação do metrô de Salvador serão totalmente demolidos. A informação foi confirmada junto à Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), responsável pelo projeto.
Entre os prédios que serão removidos estão espaços que hoje abrigam a Fundação João Fernandes da Cunha, o Centro Público de Economia Solidária (Cesol) e estabelecimentos comerciais da região. Após consulta ao IPAC e ao Iphan, foi constatado que nenhum dos imóveis possui tombamento, o que libera a demolição.
No local será construída a Estação Campo Grande, com um edifício de arquitetura mista: estrutura contemporânea e fachada inspirada no prédio histórico que atualmente ocupa a esquina do largo com a Rua do Forte de São Pedro.
A mudança do local da estação ocorreu após solicitação da Prefeitura de Salvador, que avaliou que a instalação na praça poderia impactar o Carnaval no Circuito Osmar. A CTB acatou a sugestão e definiu a lateral do largo como novo ponto da parada.
Além da estação, o projeto do Tramo 4 do metrô inclui uma passarela de quase 500 metros ligando o Campo Grande à Graça, um elevador panorâmico e um plano inclinado, criando conexões com o Canela, a Gamboa e a região do Contorno. A proposta é melhorar a mobilidade urbana, facilitar o acesso à UFBA e incentivar o turismo.
O governo estadual trabalha para iniciar as obras já em fevereiro, com uma cerimônia que pode contar com a presença do presidente Lula em Salvador.





