O secretário de Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, afirmou na manhã desta sexta-feira (14) que as forças estaduais seguem em operação contínua na região do Recôncavo após a tentativa de invasão registrada em municípios como São Félix, Muritiba, Cachoeira e Maragogipe. Segundo ele, o cerco começou ainda na madrugada do dia 11, logo após a identificação de um conflito entre grupos criminosos.
Werner explicou que a ação permanece ativa há cinco dias, com a determinação de localizar todos os envolvidos nos ataques. “Nenhum criminoso que pratique violência contra a população deixará de ser alvo de investigação e ação das forças de segurança”, destacou. De acordo com o secretário, o objetivo é impedir que facções tentem “subjugar o Estado” e garantir que a população não seja submetida ao controle desses grupos.
O secretário também comentou o assassinato de um parlamentar do partido Avante e de seu assessor, ocorridos em Santo Amaro. Werner lamentou o crime e afirmou que as investigações foram iniciadas imediatamente, envolvendo a Polícia Civil, a Polícia Técnica e o setor de inteligência.
Ele destacou o uso crescente do Disque Denúncia 181, que tem fornecido informações consideradas relevantes para o trabalho investigativo. Apesar de manter sigilo sobre detalhes, garantiu que os esforços buscam identificar e prender os responsáveis “o mais rápido possível”.
Questionado sobre comparações entre as ações policiais da Bahia e as operações integradas realizadas no Rio de Janeiro contra o tráfico de drogas, Werner disse que o foco do governo baiano está na qualificação das próprias operações.
Ele citou mais de 360 ações conjuntas entre Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Federal, que segundo ele têm resultado na redução de indicadores criminais, apreensão de armas e drogas e desarticulação de laboratórios e plantações de maconha.
O secretário ressaltou ainda o empenho no combate à lavagem de dinheiro ligada a facções e mencionou investimentos em efetivo, equipamentos e viaturas para reforçar a atuação das forças de segurança. Também afirmou que a cooperação com o governo federal e outros estados é essencial, já que grupos criminosos expandem atividades para além das fronteiras estaduais.





