Sul-africano é condenado por matar e congelar brasileira em freezer

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Johan Schmid segura o filho, ao lado de Valéria de Almeida Franco, ainda no Brasil: namoro, agressões, assassinato e ocultação de cadáver (./Arquivo pessoal)

O engenheiro sul-africano Johan Oswald Schmid, de 48 anos, foi considerado culpado nesta segunda-feira, 16, pelo assassinato da sua mulher, a brasileira Valéria de Almeida Franco, em fevereiro de 2018. Após cometer o crime, Schmid manteve o corpo nu de Valéria escondido em um freezer por mais de 10 dias.

O assassinato aconteceu na casa do casal em Margate, na costa leste da África do Sul, onde moravam juntos desde o final de 2013. Segundo a família da vítima, Valéria foi morta na frente do filho, Johann Oswald Franco Schmid, que na época tinha quatro anos de idade.

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O sul-africano confessou ter estrangulado Valéria até a morte com as próprias mãos durante uma discussão do casal. Ele afirma, porém, que a mulher o ameaçara com uma faca, por isso teria reagido com violência. A faca nunca foi encontrada pelos investigadores do caso.

Schmid foi considerado culpado pelo Tribunal Regional de Port Shepstone por homicídio culposo comum, ou seja, assassinato não premeditado. O juiz responsável pelo caso considerou verossímil a versão apresentada pelo réu de que suas ações teriam sido consequências das ameaças sofridas.

A mãe de Valéria, Silvana Almeida, nega o relato de Schmid e afirma que sua filha nunca apresentou comportamento violento. Ao contrário, fora vítima de agressões do marido quando ambos viviam juntos no Rio de Janeiro.

Schmid agora aguarda a definição de sua pena, que deve ser anunciada em uma audiência do mesmo Tribunal no dia 28 de outubro. Segundo Emile Myburgh, advogado de Silvana Almeida na África do Sul, ele pode pegar até 15 anos de prisão pelo crime de homicídio culposo.

“A favor dele pesam os fatos de ser réu primário e de que o juiz acatou sua versão de que a Valéria usou uma faca para ameaçá-lo, mesmo não havendo prova nenhuma disso”, afirmou Myburgh a VEJA. “Contra ele há os fatos de já ter apresentado comportamento violento contra ela antes do crime e a percepção de que não mostrou nenhum arrependimento pelo que fez até agora”.

O crime

O assassinato aconteceu em fevereiro de 2018. Após matar Valéria, Johan Oswald Schmid supostamente escondeu seu corpo em um armário, enrolado em um edredom. Depois de quatro dias, ao perceber que o cadáver estava entrando em decomposição, comprou um freezer para oculta-lo.

Depois de quase 20 dias, o engenheiro decidiu confessar o crime e contratou uma advogada para defendê-lo. Antes de se entregar, deixou o filho aos cuidados da irmã, que mora em Johanesburgo.

A família de Valéria afirma que o filho do casal presenciou o assassinato, pois entrou no quarto no momento da briga entre os pais. O sul-africano nega que o menino tenha visto algo.

Desde que confessou o crime, Schmid aguardava seu julgamento atrás das grades.

Por Julia Braun – Veja

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