Um relatório do Climate Impact Lab, elaborado por pesquisadores das universidades de Chicago e Berkeley, nos Estados Unidos, estima que mais de 450 mil pessoas podem morrer nos próximos seis meses em decorrência do aumento das temperaturas associado ao atual episódio de El Niño.
Segundo a análise, o Brasil pode registrar cerca de 13 mil mortes relacionadas ao calor, ficando entre os países com maior impacto projetado. As maiores estimativas são para Nigéria, com 31,4 mil mortes; Indonésia, com 19,3 mil; Sudão, com 17,5 mil; e Índia, com 15,8 mil.
O estudo prevê que as temperaturas médias globais sobre áreas terrestres fiquem 1,2°C acima do normal nos próximos meses. O fenômeno El Niño, iniciado em junho, deve persistir até o primeiro semestre de 2027, conforme as previsões utilizadas no relatório.
A estimativa também aponta que o fenômeno poderá provocar 44% mais dias de calor extremo do que o registrado em um ano considerado normal. As regiões do chamado Sul Global aparecem entre as áreas com maior impacto previsto.
As projeções representam estimativas baseadas em modelos climáticos e epidemiológicos e não significam que esse número de mortes necessariamente ocorrerá.





