O Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) decidiu, em sessão plenária administrativa realizada em 15 de outubro de 2025, instaurar um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e determinar o afastamento cautelar do juiz André Marcelo Strogenski. A medida, formalizada pela presidente do tribunal, desembargadora Cynthia Resende, ocorre no contexto das investigações da Operação Liga da Justiça, na qual o magistrado já havia sido afastado da área criminal.
De acordo com o acórdão que embasou a abertura do PAD, há indícios de condutas consideradas “absolutamente incompatíveis com o exercício da judicatura”. Entre elas, apontam-se desídia intencional, grave parcialidade e suposto favorecimento indevido de réus específicos, além de morosidade injustificada em processos criminais que resultaram na prescrição de punições.
As suspeitas configuram, em tese, violações a deveres previstos na Lei de Organização do Poder Judiciário da Bahia (Lei nº 10.845/07), na Lei Orgânica da Magistratura Nacional (LC nº 35/79) e no Código de Ética da Magistratura.
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O afastamento cautelar busca assegurar a regularidade da investigação durante a fase de coleta de provas. A Corregedoria Nacional de Justiça e a Corregedoria-Geral do TJBA foram comunicadas da decisão. O processo segue agora para instrução probatória, sob responsabilidade de um desembargador que será definido por sorteio.





