O corpo de José Alexandre Souza Borges, de 28 anos, conhecido como Nakombi e integrante da torcida Bamor, foi sepultado nesta segunda-feira (24), no Cemitério Bosque da Paz, em Salvador. Familiares, amigos e integrantes da torcida participaram da despedida, marcada por homenagens e forte comoção.
Durante o velório e o sepultamento, membros da Bamor levaram bandeirões e outros símbolos da torcida, enquanto cânticos, palmas e fogos de artifício marcaram a cerimônia.
José Alexandre morreu no final da manhã de domingo (23), após ser perseguido e agredido na Avenida 29 de Março, na Via Regional, uma das vias de acesso ao Barradão. Segundo a Polícia Civil, o torcedor também foi atingido por golpes de faca.
Seis homens foram conduzidos ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e autuados em flagrante por crimes relacionados à ocorrência. De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos apresentavam vestígios de sangue nas roupas.
Ainda segundo a corporação, os envolvidos foram autuados por homicídio qualificado, tentativa de homicídio, posse de artefato explosivo e promoção de tumulto, conforme previsto no Estatuto do Torcedor.
José Alexandre deixa um filho de apenas dois meses.
Bamor cobra investigação
Após a morte do integrante, a Bamor publicou uma nota de solidariedade e defendeu a apuração das circunstâncias do caso.
A torcida afirmou que não compactua com atos de violência e cobrou responsabilização dos envolvidos. “Não compactuamos com esse tipo de prática e defendemos que os fatos sejam rigorosamente apurados”, declarou a entidade.
Em outro trecho da manifestação, a Bamor afirmou: “Justiça não pode ser apenas uma palavra diante de uma tragédia como essa.” A torcida também pediu uma investigação imparcial e criticou julgamentos antecipados nas redes sociais.
O caso é investigado pelas autoridades policiais.
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