“Tudo na quantidade certa pode ser consumido”, diz nutricionista sobre pacientes diabéticos

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O nutricionista Thiago Onofre participou do BNews Agora, da Piatã FM (94.3), apresentado por Rafael Albuquerque na noite desta terça-feira (7). Durante o programa, Onofre tirou dúvidas relacionadas a diabetes.

Segundo o nutricionista, por conta da pandemia muita gente teve seu estado de saúde piorado. “A pessoa normalmente ficou mais reclusa em casa, com o argumento de estar mais estressada começou a levar todas as comilanças que ela fazia na rua pra casa. Eu tive muita gente com ganho de peso, teve muita gente que esqueceu de fazer as consultas periódicas com os médicos para poder controlar as doenças mais crônicas, e teve muita gente que teve seu estado de saúde piorado pela impossibilidade da continuidade do tratamento”, relatou.

Na entrevista, Onofre ressaltou as diferenças entre os tipos 1 e 2 da diabetes. “Existem dois tipos de diabetes, um é o diabetes tipo 1 que normalmente é detectado logo na infância, que é quando a criança detecta que tem esse problema e começa a utilizar insulina desde cedo, esse é o diabetes do tipo 1 ou também chamado de ‘não insulino independente’. A gente tem o diabetes que é mais comum em população adulta que é o diabetes tipo 2, que esse ele acontece porque essa insulina começa a funcionar errado no nosso corpo e normalmente está associado a outras comorbidades, como por exemplo, o ganho de peso, o sedentarismo são fatores que contribuem pra que as pessoas desenvolvam diabetes tipo 2”, explica.

Sobre os tipos de alimentos que podem ou não ser consumidos por diabético, o nutricionista disse que “tudo na quantidade certa pode ser consumido a depender do momento”. “Aquele açúcar branco, ou açúcar demerara, ou açúcar mascavo, ou mel, que são alimentos absorvidos de forma mais rápida pelo nosso organismo, eles são alimentos que não indicados, mas também não são proibidos, esse é um ponto importante. Hoje em dia a gente sabe que tudo na quantidade certa pode ser consumido a depender do momento, vamos supor que tem um paciente diabético que adora mel e ele faz atividade física regular e ele consegue controlar o diabetes dele, isso não significa que esse paciente está proibido de comer o mel. A grande verdade é que atualmente a gente faz contas pra poder identificar o quanto a pessoa deveria consumir […], o grande problema do açúcar não é açúcar em si, é o açúcar ficar muito alto ou muito baixo na corrente sanguínea da pessoa”. (BNews)