Um mês após os fortes terremotos que devastaram o norte da Venezuela, as operações de busca e resgate continuam em diversas áreas afetadas. Equipes especializadas, voluntários e familiares seguem mobilizados na tentativa de localizar pessoas desaparecidas, mesmo diante da redução das chances de encontrar sobreviventes.
Os dois abalos sísmicos, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram em 24 de junho e provocaram o maior desastre natural registrado no país nas últimas décadas. As consequências ainda são visíveis nas cidades atingidas, onde prédios destruídos e bairros inteiros permanecem em ruínas.
Segundo o balanço oficial, mais de 5 mil pessoas morreram e cerca de 17 mil ficaram feridas. As autoridades venezuelanas, no entanto, admitem que o número de vítimas fatais pode ultrapassar 10 mil à medida que novas áreas sejam vistoriadas.
Embora ainda não exista um levantamento oficial sobre os desaparecidos, uma plataforma criada para reunir informações de familiares registra aproximadamente 30 mil pessoas sem contato desde a tragédia.
As buscas seguem concentradas principalmente em La Guaira, uma das regiões mais castigadas pelos terremotos. Em muitos pontos, familiares continuam removendo destroços por conta própria, na esperança de encontrar parentes ou recuperar os corpos das vítimas.
Os danos causados pelos tremores também atingiram a infraestrutura urbana. De acordo com as autoridades, 190 edifícios foram completamente destruídos e quase mil construções sofreram danos estruturais.
Além disso, aproximadamente 20 mil pessoas continuam vivendo em abrigos temporários enquanto aguardam condições para retornar às suas casas ou serem reassentadas.
Diante do elevado número de mortos, o governo venezuelano precisou criar um cemitério emergencial para atender à demanda. No local, muitas vítimas foram sepultadas sem identificação formal e, em diversos casos, sem a presença de familiares.
Enquanto o país tenta reconstruir as áreas devastadas, o trabalho das equipes de resgate continua, assim como a expectativa de milhares de famílias que ainda aguardam notícias sobre parentes desaparecidos.





