Uma pesquisa publicada no Journal of Experimental Psychology: General revelou que o hábito de alternar vídeos curtos nas redes sociais, usado como forma de evitar o tédio, pode, na verdade, intensificar essa sensação.
O estudo, conduzido pela Universidade de Toronto, analisou cerca de 1.200 pessoas em dois experimentos e constatou que a troca constante de vídeos torna a experiência menos satisfatória e envolvente.
O psiquiatra Elton Kanomata, do Hospital Israelita Albert Einstein, explicou que, embora a alternância de vídeos gere prazer momentâneo devido à ativação do sistema de recompensa cerebral, a curta duração dos conteúdos reduz o nível de satisfação. Isso leva à necessidade de estímulos mais intensos para alcançar o mesmo prazer, gerando monotonia e tédio ao longo do tempo.
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Além disso, o tédio persistente pode indicar problemas de saúde mental, como depressão e ansiedade, e está associado a transtornos como TDAH e dependência de telas. Kanomata sugere que atividades mais profundas e significativas fora das redes podem ajudar a evitar o tédio e promover saúde mental.


