Vitória tem boas lembranças em duelos contra o Inter pela Copa do Brasil

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Vitória e Internacional estão prontos para escrever mais um capítulo na história da Copa do Brasil. Nesta quinta-feira, 3, às 19h, no Barradão, os clubes dão início ao terceiro embate entre eles no mata-mata nacional. Nos dois encontros anteriores, deu Leão, situação que anima os torcedores rubro-negros para a partida desta noite.

Foi justamente no Santuário que o Vitória eliminou o Inter em 2004 e 2018. No começo dos anos 2000, um triunfo por 3 a 1 despachou os colorados nas oitavas de final. Há três anos, pela quarta fase, o roteiro foi mais dramático. O Rubro-Negro venceu por 1 a 0 no tempo normal e depois contou com defesas de Caíque para levar a melhor nos pênaltis.

Como o histórico positivo não entra em campo, o time treinado por Rodrigo Chagas confia também nos diferentes momentos atuais das equipes para eliminar os gaúchos mais uma vez. De um lado, o Vitória chega embalado pelo tempo livre de treinamento e a boa estreia na Série B. Do outro, o Inter acumula jogos em sequência e um resultado ruim no debute da Série A.

Antes do 2 a 2, em casa, contra o Sport, o Colorado já somava resultados ruins. Nas últimas seis partidas do time, são três empates, duas derrotas e apenas um triunfo. Para o jornalista Leonardo Oliveira, Colunista da Zero Hora e GaúchaZH, a fase complicada é reflexo da mudança de filosofia que a direção tenta colocar em prática.

“Em 2017, o Inter volta da Segunda Divisão com uma ideia de jogo, de sair em contra-ataque, jogar de forma reativa. Lomba, Cuesta, Moledo, Edenilson, Patrick, são todos jogadores de 2017 e 2018. A base desse time tem um jeito de jogar, um vício de atuar assim. Aí vem a nova gestão e o novo técnico (Ramírez), que trazem a ideia de propor o jogo, de construir pouco a pouco. Os jogadores estão aprendendo um novo futebol”, disse Leonardo, em conversa com a reportagem.

Ainda de acordo com o jornalista, como os resultados da mudança de filosofia ainda não apareceram, já existe uma pressão por parte da torcida colorada. Assim, o jogo contra o Vitória, pela Copa do Brasil, passa a ter um peso maior para os gaúchos.

“O Inter foi vice brasileiro jogando com Abel de um jeito, e ele é ídolo aqui. Aí entra uma ideia nova, o time sofre na Libertadores e perde o estadual. O Inter não pode nem pensar em tropeçar no Vitória porque a cobrança vai ficar muito grande”, explicou o jornalista.

Para Rodrigo Chagas, treinador rubro-negro, o momento conturbado do adversário não diminui em nada o tamanho do problema que o Vitória terá pela frente. Ele aproveitou e entrevista para listar alguns pontos fortes da equipe gaúcha.

“Não tenha dúvida que enfrentar o Internacional, vice-campeão Brasileiro, elenco muito bom, é um grande desafio […] Equipe muito equilibrada, com jogadores, individualmente falando, com muita qualidade técnica, tem jogo apoiado muito forte, transição muito rápida”, disse Chagas.

Quem joga

A boa atuação na estreia da Série B vai fazer Rodrigo Chagas praticamente repetir a escalação daquela partida. A única mudança deve ser a entrada de Wallace Reis, que está recuperado da Covid-19 e ganha condições de jogo. Quem perde a vaga no time titular é João Victor.

Além do capitão, outro novo nome à disposição do treinador rubro-negro é Dinei. O atacante de 37 anos foi regularizado na quarta-feira e vai para a partida no Barradão. Ele, no entanto, deve começar no banco de reservas, como deu a entender o técnico.

“A gente não pode esquecer que Samuel fez um grande jogo contra o Guarani, e a minha primeira opção, sem dúvida, é Samuel”, afirmou Rodrigo, seguido por outros elogios ao garoto da base rubro-negra.

Por falar em base, a partida desta quarta marca o reencontro com de uma cria da Toca com o Barradão. O zagueiro Lucas Ribeiro, titular no time do Internacional, foi revelado pelo Vitória e deixou o clube em 2018 como uma das maiores vendas da história do futebol do Nordeste. (A Tarde)