Plantão de Direitos Humanos registra 12 ocorrências durante o São João de Santo Antônio de Jesus

Maioria dos casos envolveu vulnerabilidade social; ação do Governo da Bahia reforçou prevenção e proteção de grupos em risco durante os festejos

Foto: Cleomário Alves/SJDH

Durante os quatro dias do São João de Santo Antônio de Jesus (20 a 23 de junho), o Plantão Integrado de Direitos Humanos registrou 12 ocorrências relacionadas a violações de direitos.

A maior parte dos casos (75%) foi classificada como situação de vulnerabilidade social, com destaque para casos de crianças perdidas, dificuldade de acessibilidade, trabalho infantil e negligência contra pessoas em situação de vulnerabilidade.

De acordo com o relatório, as vítimas foram majoritariamente mulheres cisgênero, adolescentes e adultos, todos autodeclarados negros. A operação do plantão foi coordenada pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) do Governo da Bahia, em parceria com órgãos públicos das três esferas, o sistema de justiça e organizações da sociedade civil.

Entre as medidas preventivas adotadas, destacam-se a distribuição de mais de 2 mil pulseiras de identificação para crianças, o acolhimento de menores na “Casa do Brincar”, o encaminhamento de pessoas em situação de rua a serviços de saúde e proteção social, além de ações de redução de danos relacionadas ao consumo excessivo de álcool — com atenção especial ao público feminino.

Também fizeram parte da mobilização ações culturais e comunicacionais em parceria com rádios locais, mestres de cerimônia e o grupo de percussão Olorum, com o objetivo de sensibilizar o público sobre direitos humanos, proibição da venda de álcool a menores e a importância da hidratação.

A formação prévia de mais de 200 agentes das forças de segurança, realizada no dia 16 de junho, também foi parte fundamental da estratégia. A capacitação abordou temas ligados ao atendimento humanizado durante grandes eventos populares.

A SJDH e seus parceiros ressaltam que a atuação inédita do Plantão Integrado em Santo Antônio de Jesus reafirma o potencial das festas populares como espaços de afirmação de direitos e respeito à dignidade humana. Entre as recomendações para futuras edições estão o fortalecimento de ações contra o consumo precoce de álcool, mais acessibilidade e comunicação com base na cultura local.

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