O Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) suspendeu, na quinta-feira (31), a investigação contra o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud. Ele era alvo de apuração por suposto envolvimento em um esquema de compra de votos, mas a Justiça entendeu que não há provas concretas que justifiquem o prosseguimento do processo.
A decisão foi assinada pelo desembargador Jesus Rodrigues do Nascimento, que acolheu pedido da defesa do dirigente. Segundo o magistrado, houve “grave constrangimento ilegal” na decretação da busca e apreensão na residência de Xaud, medida que classificou como desproporcional diante da ausência de elementos que comprovassem materialidade ou autoria delitiva.
O nome do presidente da CBF surgiu em uma conversa interceptada de Renildo Lima, preso durante uma operação da Polícia Federal com R$ 500 mil escondidos na cueca. A deputada federal Helena da Asatur (MDB) também é investigada no mesmo caso, que apura crimes eleitorais.
Por meio de nota oficial, Samir Xaud reafirmou sua confiança na Justiça e declarou ter mantido a serenidade mesmo diante da repercussão negativa. “Sei de onde eu vim, sei quem eu sou e mantive a tranquilidade nos últimos dias, apesar da injustiça cometida e da grave exposição negativa da minha imagem. Seguirei trabalhando com foco, fé e honestidade em prol do futebol brasileiro”, afirmou.
Com a suspensão da investigação, o dirigente segue normalmente à frente da CBF e retoma sua agenda institucional sem restrições judiciais.


