Sidney Oliveira, da Ultrafarma, consegue habeas corpus e não pagará fiança de R$ 25 milhões

Na quinta-feira (21), o Ministério Público de São Paulo havia solicitado novamente a prisão do empresário, alegando descumprimento da decisão judicial por falta de pagamento da fiança.

Foto: Reprodução/Ultrafarma

A Justiça suspendeu, nesta sexta-feira (22), a necessidade de pagamento da fiança de R$ 25 milhões que havia sido imposta ao empresário Sidney Oliveira, dono e fundador da rede de farmácias Ultrafarma. A medida foi concedida em caráter liminar, após pedido da defesa, e valerá até o julgamento definitivo do caso.

Na quinta-feira (21), o Ministério Público de São Paulo havia solicitado novamente a prisão do empresário, alegando descumprimento da decisão judicial por falta de pagamento da fiança. Uma semana antes, em 15 de agosto, a Justiça determinou a soltura de Oliveira e de Mario Otávio Gomes, diretor do grupo Fast Shop, condicionada ao uso de tornozeleira eletrônica e ao pagamento do valor estipulado.

Sidney Oliveira foi preso em 12 de agosto, em sua chácara em Santa Isabel, na Grande São Paulo, durante uma operação do Ministério Público que investiga um esquema de corrupção envolvendo auditores fiscais da Secretaria da Fazenda do Estado.

De acordo com o MP-SP, o esquema teria sido comandado pelo auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, também preso na ação. Ele é acusado de facilitar, de forma irregular, a quitação de créditos tributários em troca de propinas que, desde 2021, podem ter chegado a R$ 1 bilhão. Além de Oliveira, outro alvo foi o executivo Mario Otávio Gomes, da Fast Shop.

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