O artista italiano Salvatore Garau voltou a ser assunto nas redes sociais após a venda de uma escultura invisível por cerca de R$ 87 mil (15 mil euros). Intitulada “Io Sono” — ou “Eu Sou”, em português —, a obra não possui forma física e foi “exposta” em um espaço vazio de 1,5 metro por 1,5 metro. O comprador recebeu apenas um certificado de autenticidade.
Segundo Garau, a peça é feita de “ar e espírito” e simboliza a capacidade humana de imaginar e dar forma ao invisível. “O nada também é arte”, defende o artista, que se tornou conhecido por suas performances provocativas no campo da arte conceitual.
O leilão da obra aconteceu em 2021, mas o tema voltou à tona após um post viral do perfil britânico Pubity, que conta com mais de 40 milhões de seguidores. A publicação, que resgatou a história da escultura imaterial, já ultrapassa quase 1 milhão de curtidas.
- Santo Antônio: conheça a origem da fama de santo casamenteiro e as simpatias que atravessam gerações
- Triagem para Pequenas Cirurgias será realizada nesta sexta-feira (5) em Salvador com 50 vagas disponíveis
- Chuvas fortes atingem Salvador: Coutos registra maior volume de precipitação nas últimas 12 horas
O certificado da obra traz instruções sobre como “armazenar” o trabalho: deve ser colocado em um espaço livre de obstáculos, com dimensões aproximadas de 2 metros por 2 metros. O documento ainda indica que a peça está registrada sob o número IM5 e pertence a uma coleção particular em Milão.
A venda da escultura reacendeu discussões sobre os limites entre arte, conceito e provocação — e sobre até onde vai o valor da imaginação no mercado artístico contemporâne


