ONS cria plano emergencial para gerenciar excesso de energia em pequenas usinas

Proposta prevê restrição temporária de geração em PCHs e térmicas a biomassa em casos críticos de sobrecarga

Foto: Arquivo / Agência Brasil

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) elaborou um plano emergencial para lidar com situações de excesso de oferta de energia, como a registrada em agosto, que quase provocou um apagão. O protocolo, chamado Plano de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição, prevê a possibilidade de restringir temporariamente a geração em pequenas usinas, como Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e térmicas a biomassa, que são supervisionadas por distribuidoras e não diretamente pelo ONS.

O documento foi apresentado à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que ainda deve analisar e ajustar a proposta. Segundo o diretor de Operação do ONS, Christiano Vieira, o plano deve estar finalizado até o fim do ano e será acionado apenas em último caso, quando outras medidas operativas não forem suficientes para garantir a segurança da rede elétrica.

O episódio que motivou a medida ocorreu no Dia dos Pais (10 de agosto), quando o baixo consumo e a alta geração de energia solar e eólica obrigaram o ONS a cortar toda a produção possível dessas fontes para evitar sobrecarga no sistema.

Com o novo plano, o ONS poderá solicitar às distribuidoras a redução temporária da geração de energia em unidades menores, que somam cerca de 20 mil megawatts (MW) de potência instalada, concentradas em estados como São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Bahia. O inventário detalhado e os critérios para aplicação ainda serão definidos em conjunto com as distribuidoras e demais órgãos do setor elétrico.

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