O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), revelou que o ex-presidente Jair Bolsonaro violou a tornozeleira eletrônica. A informação foi apresentada na determinação que levou à prisão de Bolsonaro, na manhã deste sábado (22), e foi informada ao ministro pelo Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal. Segundo o centro, a tentativa de violação ocorreu por volta da meia-noite e foi interpretada como uma intenção de fuga, facilitada pela confusão gerada por uma manifestação convocada por seu filho.
Moraes também sugeriu que Bolsonaro poderia usar a aglomeração como uma oportunidade para fugir para a embaixada dos EUA, que fica a 13 km do local onde cumpria prisão domiciliar.
A defesa de Jair Bolsonaro, composta pelos advogados Celso Vilardi e Paulo Amador da Cunha, manifestou perplexidade em relação à prisão preventiva e anunciou que entrará com um recurso para reverter a decisão, alegando risco à vida do ex-presidente, cuja saúde está debilitada. Eles já haviam solicitado que Bolsonaro cumprisse sua pena em regime domiciliar humanitário.
Os advogados argumentaram que a prisão preventiva é desproporcional, especialmente considerando que a convocação para uma vigília de orações não deveria ser motivo para tal medida. Eles enfatizaram que a Constituição garante o direito de reunião e liberdade religiosa.


