A Bahia se destacou em 2024 como o estado com a menor proporção de estudantes entre 13 e 17 anos que já experimentaram drogas ilícitas no país. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
De acordo com o levantamento, o índice baiano caiu de 5,5% em 2019 para 4,3% em 2024. A redução acompanha a tendência nacional, que também apresentou queda significativa, passando de 13% para 8,3% no mesmo período.
Enquanto a Bahia aparece com o menor índice do país, outras unidades da federação apresentam números mais elevados. Entre os maiores índices estão o Distrito Federal, Rio Grande do Sul e Espírito Santo, com taxas que variam entre 10,5% e 12,2%.
Na capital Salvador, o cenário segue a mesma tendência de redução. O percentual de adolescentes que já tiveram contato com drogas ilícitas caiu de 9,1% para 7,7% nos últimos cinco anos.
Apesar da queda, Salvador passou a ocupar a décima posição entre as capitais com menor índice, indicando que outras cidades tiveram reduções ainda mais expressivas.
Entre as capitais com maiores taxas de experimentação estão Florianópolis, Vitória e Brasília, todas com índices acima de 12%.
Os dados também mostram diferenças no perfil dos adolescentes que já experimentaram drogas ilícitas.
Na Bahia, o uso é maior entre meninos, com 5,2%, enquanto entre meninas o índice é de 3,5%.
Quando analisado por rede de ensino, estudantes de escolas públicas apresentam maior percentual (4,5%) em comparação aos da rede privada (3,5%).
Em Salvador, essa diferença é ainda mais acentuada: o índice entre jovens do sexo masculino chega a 9,2%, e a taxa nas escolas públicas (9,1%) é quase o dobro da registrada na rede privada (4,6%).
Os dados reforçam uma tendência de queda no consumo de drogas ilícitas entre adolescentes no Brasil, com a Bahia se consolidando como referência nacional na redução desses índices.


