Lula afirma que pobres não pagarão conta de ajuste fiscal e defende seriedade nas contas públicas

Presidente comentou cenário econômico e pressões do mercado financeiro durante reunião do Conselho Nacional de Política Energética

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (6) que o governo manterá o compromisso com a responsabilidade fiscal, mas não pretende transferir para a população mais pobre os custos de um eventual ajuste nas contas públicas. Durante reunião do Conselho Nacional de Política Energética, Lula declarou que “o pobre não pagará a conta” de possíveis medidas de contenção de despesas.

Na ocasião, o presidente também criticou as pressões do mercado financeiro sobre a condução da economia e defendeu que o governo tenha autonomia para definir suas prioridades fiscais e sociais.

Lula mencionou os resultados econômicos de seus governos anteriores e citou a previsão de superávit no orçamento do próximo ano, quando as receitas públicas superam as despesas.

Mercado acompanha cenário fiscal

As declarações ocorrem em meio às discussões sobre a situação fiscal do país para os próximos anos. Após o resultado das eleições de 25 de outubro, agentes do mercado financeiro passaram a acompanhar as perspectivas para as contas públicas e os compromissos assumidos pelo governo com programas sociais.

Outro ponto de atenção é a escolha do nome que comandará o Ministério da Fazenda na próxima administração, diante dos desafios relacionados ao equilíbrio das contas públicas.

Lula afirmou que eventuais medidas de ajuste não devem impor sacrifícios à população de baixa renda e voltou a defender a conciliação entre responsabilidade fiscal e políticas sociais.

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